Archive for the ‘textos’ Category

O eu verdadeiro

12mar15

Em algum ponto do caminho da vida, você se perde. Mas você se perde de si mesmo. A partir dali – e só alguns anos depois você vai perceber que houve este ponto –, o seu “eu” torna-se um “outro eu”, desconhecido mas enganosamente familiar. Tão enganosamente que você acha que é o “eu”, mas […]


Só você

09fev15

A luz do sol bateu nos olhos Estes olhos sorridentes de ontem De uma lembrança de um sonho Ou talvez não foi um sonho As folhas secas ao meu lado Você as trouxe ontem a noite As folhas secas ponho em mãos Fecho os olhos Sorrio Lembro de tudo Sorrio Mentalmente revivo o ontem E […]


Falo

14maio11

Sei que falo, falo, por muitas horas falo, mas porque tu não falas. Falas, como eu, como falo. Como falo… Quero desatar estes nós, teus nós profundos que não são tão breves mas enchem-me os olhos, quero abri-los, abrir e entrar. E como falo! Ainda estou aqui, vivo, velas veem-me vago, vazando e vertendo vingança […]


Fim?

29nov10

Isso é o que acontece quando, depois de 6 anos da “idéia inicial” do seu primeiro livro, você finalmente o termina: insegurança. Sim, muita insegurança. Na verdade talvez não seja isso, somente. Tem mais coisa aí no meio, eu sei que tem. Mas é melhor não dar nomes aos bois, né? Acontece que, depois de […]


Inevitável

13set10

Cinco e meia. Cheguei no horário marcado, pelo menos. Já ela… Bom, ela costumava se atrasar, e isso é tudo que bastava como explicação. Vai ver era de sua essência, personalidade, ou algo que o valha. Enfim, não me importava. Não tanto quanto outras pessoas se importariam. Afinal, meia hora de atraso era apenas meia […]


Praeludium

08set10

“É incrível pensar agora naqueles tempos. Incrível, e fantástico, e realmente me sinto invadido por um ar nostálgico, como se todo o meu corpo e mente, como se tudo em mim quisesse reviver aquela época, segundo por segundo. E eu respiro, profundamente respiro… Aqui, recostado na varanda deste castelo, onde tudo observo… Ou, melhor dizer, […]


Sonho?

30jul10

  Sonho? Nada de meia noite. Meia noite não significava muito naquele instante, já perto do amanhecer. Quatro, três, cinco da manhã – quem se importava? Em sua mente, só ela importava. A insônia lhe corroia a sensação de um errôneo descanso, ali, na cama com colchão envelhecido e a madeira rangendo a cada movimento […]