Archive for the ‘ego’ Category

O eu verdadeiro

12mar15

Em algum ponto do caminho da vida, você se perde. Mas você se perde de si mesmo. A partir dali – e só alguns anos depois você vai perceber que houve este ponto –, o seu “eu” torna-se um “outro eu”, desconhecido mas enganosamente familiar. Tão enganosamente que você acha que é o “eu”, mas […]


Viúvo

05fev12

O comportamento de viuvez Não engravidei nem casei Mas matei, sem querer Fiz morrer o único amor A maior dor se foi Matei todo o coração O que era quase meu Deixei queimar inteiro Inferno! Sem querer, matei o amor


Inteiro

03jan12

Leves palavras, feito penas Velas quietas, frio por perto Levam sentimentos e coisas Muito se esvaiu por dentro E ele se sente bem como nunca


Por mais que o escuro faça você querer que tudo seja para sempre, nada o é. Não, nem as pessoas – essas, menos ainda. Não se pode desejar tais coisas, por mais humano que seja agir assim. É por demais perigoso, deveras cruel e, acima de tudo, uma ilusão letal. Aos poucos isso consome qualquer […]


Eu poderia querer te conhecer, e pensar em viver algo como… comum. Com um toque delicado de dedos que costumam estragar as coisas, dedos meus. Quem sabe desta vez, mas bom que só desta vez – porque teria que ser a última, a melhor – eles não destruíssem, e sim construíssem. Eu e você poderíamos […]


Não faz muito tempo (no tempo mortal) que nos conhecemos, meu ex grande amigo. Conhecíamos. Não haveria e não houve na história amizade como aquela, nem de poetas, nem em suas poesias, nem músicas ou contos, ou livros quaisquer, por mais convincentes que parecessem ser. E o melhor de tudo foi que aprendi muito, você […]


Falo

14maio11

Sei que falo, falo, por muitas horas falo, mas porque tu não falas. Falas, como eu, como falo. Como falo… Quero desatar estes nós, teus nós profundos que não são tão breves mas enchem-me os olhos, quero abri-los, abrir e entrar. E como falo! Ainda estou aqui, vivo, velas veem-me vago, vazando e vertendo vingança […]


Unholy week

25abr11

Nunca uma Semana Santa foi tão não-santa na minha vida. Primeira vez que fumei, mas isso foi o mais leve. Quando você, além de fumar, e estando muito bêbado, sai jogando fumaça na cara das pessoas, isso sim é ridículo. O pior é que foi o que eu fiz. Com várias pessoas. E às vezes […]


Desordeno-me

28dez10

  Há coisas e coisas, estranhas por sobre si, e fétidas. O que, me pergunto, posso fazer para deixar tal abismo?  Ó, Sísifo, daqui te vejo, tu a rolar esta pedra que torna a cair. Estúpido! Talvez minha estupidez seja assim como a tua. Por mil diabos e deuses cornudos, por que ainda estou aqui? […]


Fim?

29nov10

Isso é o que acontece quando, depois de 6 anos da “idéia inicial” do seu primeiro livro, você finalmente o termina: insegurança. Sim, muita insegurança. Na verdade talvez não seja isso, somente. Tem mais coisa aí no meio, eu sei que tem. Mas é melhor não dar nomes aos bois, né? Acontece que, depois de […]