Um navegante perdido

07jul15

De tudo que surge, um pouco de eufemismo vem junto. Talvez seja melhor parar de procurar explicação pra tanta coisa, pois nem tudo tem uma. Existem caminhos que não tem bifurcações, tampouco desvios ou curvas. Caminhos retos e cinzas – todo dia os mesmos passos. A fuga torna-se uma necessidade imprescindível, apesar de rara possibilidade. A contemplação do que poderia ter sido vem forte, mas não há mais expectativas, pois todas as sementes destas coisinhas cruéis desapareceram. A alma sussurra numa melodia ora crescente, ora minguante, como não poderia deixar de ser. As palavras são vomitadas por cima de uma língua travada, simbolizando a fechadura da porta para o coração. E essa coisa toda se torna tão impossível de se vencer que há apenas a entrega, mas uma entrega desafiadora, sabida de que nada vem de graça, de que nada vem a maior ou a menor. É tudo um mar, e o viajante navega até retornar para sua casa, o único lugar onde consegue dormir em paz.

(07/07/2015) (20:26 hrs)

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