Ária do desejo imerso

13out11

Eu poderia querer te conhecer, e pensar em viver algo como… comum. Com um toque delicado de dedos que costumam estragar as coisas, dedos meus. Quem sabe desta vez, mas bom que só desta vez – porque teria que ser a última, a melhor – eles não destruíssem, e sim construíssem. Eu e você poderíamos nos tornar algo juntos, algo próximo, algo como um “nós”, assim, pequeno mas imenso em significados e difícil de se romper. Eu poderia mesmo desejar te olhar nos olhos e dizer que mesmo que não esteja tudo bem há um bom tempo, eu estaria agora presente por todos os momentos, e que as coisas não ficariam mais apenas quietas como antes: ficariam melhores, sublimes. E muitas coisas eu poderia querer, todas estranhas e frágeis, sutis como um feixe de luz num sonho, coisas que as mãos não podem tocar e, ainda assim, conseguem sentir, porque sentem com o coração, este mesmo coração que esteve tão distante e ausente do mundo real por ter sido pisado, quebrado e destruído sem pena alguma. Eu poderia estar com você agora e sorrir por ver você sorrir, e tudo, tudo, ficaria muito além de um bom desejo intenso. O que posso dizer agora, e é só isso que me permito: te quero bem, muito, muito bem.

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