Sopro

26set11

Um dia você nasce. E cresce, cresce, passa por muitas coisas. Aí passa por coisas que podem deixá-lo abalado. Tudo bem, acontece. Tudo bem nada, porque nem tudo ficou bem. É ser humano, isso. Ser, sentir e viver humano. Até que chega outro dia, o dia em que você desata aquele nó que prendia os dois pés e as duas mãos – tudo junto! – e dá um passo, depois um salto. Depois você sente que está voando, algo te sopra para o alto. E se for verdade? Sente coisas, muitas coisas, sensações em feixes vibrantes de uma luz que brilha sorrindo. E alguém vem e segura sua mão – segura só uma mão – e diz: “Não vai doer, eu prometo”. Ah, promessas! – você pensa. Mas não dói. A mão envolve seus dedos, aperta, esquenta e ali fica firme. Você prova, você gosta, você continua em frente. Você sabe que cresceu, mas, mais do que tudo isso, você sabe que nunca mais deve duvidar de si mesmo. E segue, de um tempo para sempre.

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