Culhões

16maio11

O moleque chegara cedo da escola, sujo de sangue no nariz, um hematoma no olho. Silêncio em casa, mas o cachorro latia. Encontrou-a: suja, empoeirada, a arma do pai. Um revólver preto, bonito. Era pesado, não achou que fosse assim, não parecia ser nos filmes. E foi-se. Resolveu-se na escola – tinha culhões! Nunca mais mexeram com ele. Nunca mais o viram. E só ele sabia do cheiro que tinha agora: cheirava a morte, não mais a merda.

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